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Um passo
Final de semana dos bons. Cinema com a Branquinha e claro, a vitória do Palmeiras no primeiro confronto com a Ponte Preta lá em Campinas.
Como o último título estadual do Palmeiras foi 1m 1996, resolvi homenagear a vitória de ontem com um set mixado com algumas das músicas que faziam sucesso nas pistas entre 1996 e 1997. Não é a comemoração do Título, mesmo porque ainda tem o jogo de volta no Parque Antártica (que aliás, estarei lá!!).
Escolhi somente as Divas de 96 pro Set (menos a ultima música):
1- Gala – Come Into My Life
2- Ultra Naté – Free
3- Gala – Freed from Desire
4- Nicki French – Did You Ever Really Love Me
5- Adam Clayton – Theme From Mission Impossible (pq é “quase” impossível a Ponte ganhar por diferença de 2 gols no parque :), mas enfim, tivemos a impossível vitória do Uruguai em 1950.
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Memórias e emoções
A Pare achou em uma estante dois discos antigos gravados pelo avô da Aninha, em 1949! Eles estão em péssimo estado, além de terem sido gravados em 78RPM. Resolvi encarar o desafio de recuperar uma memória tão importante para o pai dela. Comecei fazendo a limpeza do disco que estava em pior estado (que aparenta ser uma matriz, já que não é de vinil). Muita água, detergente e álcool, com uma película de proteção no selo (que foi datilografado!). 
Depois que consegui tirar os resíduos, coloquei para tocar molhado, assim a agulha do toca-discos removeria o restante da sujeira nos sulcos do disco. O primeiro obstáculo a transpor: A grande maioria dos toca-discos “modernos” não possuem a velocidade de 78RPM.. ou é 45 ou 33 1/3. Os meus dois toca-discos se encaixam nessa categoria… e não tava afim de sair pra comprar um gramophone pra gravar dois discos..rs. Hummm.. lembrei que os editores digitais atuais possuem pitch shift e time stretch, logo, bastaria gravar o disco de 78 na velocidade de 45 e depois acelerar 57,692% :). Pensei que ia ser moleza….
Bem, coloquei o slipmat original de borracha da Technics pra deixar o disco mais alto e com mais torque, zerei o pitch e comecei a gravar no Soundforge… barbaridade, o som tava horrível e se arrastando (claro).
A gravação total deu 6 minutos e alguma coisa, então eu já sabia que a gravação original tinha 3 minutos e alguma coisa! Comecei a processar o áudio no soundforge usando time stretch, reduzindo o tempo gravado em 57,69%… quase funcionou! Só esqueci de um detalhe: os programas modernos fazem de tudo para manter o TOM da música quando se usa compressão de tempo.. então agora eu tinha a gravação com o tempo correto porém totalmente fora do tom!! A voz se arrastava exatamente como se rodássemos um disco em baixa rotação… Mas não me desesperei, ainda podia usar o pitch shift e alterar a velocidade da voz e conseqüentemente o tom também. Mas quantas oitavas eu teria que subir para uma variação de 57% de velocidade??? O google deve saber (eu pensei)… e até deve saber mesmo, só que eu não encontrei a bendita resposta!!!. Estava num mato sem cachorro…sem saber como era a voz do seu Jacomo, não podia sair chutando (embora nos testes tenha parecido que 7 oitavas e 1 semi-tom soava bem).. saco! Ah, já sei!! Importo o áudio pro Ableton Live e manipulo por lá! SACO!!! Também não deu certo… o Live não tem um pitch como os aparelhos de DJ.. só podia alterar o tempo da música, mas cairia no mesmo problema do tom… saco! 
Aha! Tive uma idéia! Se eu tenho uma gravação 57,69% mais lenta em formato digital, basta eu levar o áudio pra minha CDJ e acelerar o pitch!! Mas o pitch da CDJ vai no máximo a 50%… :/…..não tem problema, eu gravo uma vez usando 50% de pitch, transfiro a gravação novamente do PC para a CDJ e acelero mais 7,7%! TADÁAAAA! Funfou!!!
Agora já dá pra saber qual o tom da voz do Jacomo :). Depois foi só trabalhar o arquivo digital que ficou muito baixo e com muito ruído. Usei o próprio Sound Forge com os plugins da Waves (X crackle, X hum, X click, X noise e L2).
Preferi não equalizar nada para manter as características originais do som, usei apenas o L2 para “aumentar” o volume da gravação sem perder as dinâmicas. O resultado tá aí embaixo, uma gravação de 16 de dezembro de 1949, ainda com muito ruído mas totalmente inteligível. Agora o principal de tudo mesmo foi a emoção que o Iraní e a Aninha tiveram ao ouvir novamente a voz do seu Jacomo :)
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p.s. Sei que vai aparecer alguem um dia nos comentários e dizer: ô cara, eu fiz as contas e 45 + 57,69% não é 78, é aproximadamente 71.
Então, antes que diga que eu sou burro, responda rápido: quanto é 20% de 100? :P
Energia
As músicas de hoje, de balada, têm um tempo (velocidade) que varia de 130 BPM (House/Dance) a 160 BPM (Drum & Bass). BPM são batidas por minuto, e teoricamente ditam a energia da música. Mas isso nem sempre é verdade, a velocidade nem sempre reflete nos requebros da pista. Já perceberam que tem umas músicas que você começa a ouvir e já começa a mexer o pézinho e balançar a cabeça?
Hoje então tem um exemplo que fiz com Funk Soul da melhor qualidade (nada a ver com Funk carioca que é outra coisa), quatro músicas em 16 minutos que só deixa parado quem tá morto..rs. Um detalhe interessante, a média de “velocidade” dessas músicas é de 120 BPM. Apesar de mais lentas, têm mais energia do que algumas novas.
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Set List:
Hamilton Bohannon – Let’s Start The Dance
Jimmy Bo Horne – Spank
Michael Jackson – Shake Your Body
Boney M – Daddy Cool
Primeiro Podcast
Instalei um plugin de podcast no blog e esse é o primeiro post usando esse bicho, que pra falar a verdade ainda tô descobrindo como funciona..rs. Acho que dá até pra se inscrever usando o Itunes!
Então, um pequeno set de 15 minutos com música dos anos 80. Enjoy.
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Set List:
Hall & Oates: Say It isn’t So
Madonna: Holyday
Afrika Bambaataa & UB40 : Reckless
Tavares: Heaven Must Be Missing An Angel (a música que virou cantada..rs…)
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